28/07/2009

Acerca da Aubrey Organics - Uma tradição natural há mais de 40 anos

Todos os produtos Aubrey Organics são completamente naturais, produzidos com plantas, óleos essenciais e vitaminas naturais.
Todas as fórmulas são, ainda, desenvolvidas por Aubrey Hampton e produzidas manualmente, em pequenas quantidades, na unidade de produção situada em Tampa, Flórida.




Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2009/07/acerca-da-aubrey-organics-uma-tradicao.html

07/07/2009

Sete ingredientes bons para si

Já publiquei, aqui, vários artigos onde partilhei algumas das minhas preocupações acerca de substâncias que, à luz da informação que se possui actualmente, são potencialmente nocivas. Essas substâncias constituem muitas vezes os ingredientes dos Produtos Cosméticos e de Higiene Corporal (PCHC). No entanto, existem substâncias, presentes em muitos PCHC e particularmente na cosmética biológica, que tendo nomes menos apelativos, numa primeira aproximação, são na realidade extremamente benéficos para a nossa pele e cabelo.




Ácido ascórbico
O que é:
Vitamina C
O que faz: Poderoso nutriente, com características anti-oxidantes, extremamente benéfico para a pele. Desempenha um papel importante na produção de colagénio, que diminui à medida que envelhecemos, e ajuda a minimizar o aparecimento de rugas de expressão. A vitamina C também é um conservante natural.

Butyrospermum parkii
O que é:
Manteiga de karité
O que faz: É um emoliente soberbo, pleno de ácidos gordos e outros nutrientes, que providencia hidratação facilmente absorvível, podendo também ajudar a minimizar marcas e a reduzir inflamações.


Cera alba*
O que é:
Cera de abelha
O que faz: Permite à pele manter naturalmente a hidratação e possui também propriedades anti-bacterianas. Ajuda, ainda, a uniformizar a textura dos produtos.

Cetyl Alcohol**
O que é: Álcool cetílico vegetal, um álcool gordo obtido dos núcleos de palma de côco.
O que faz: É um emoliente natural, óptimo para ajudar o cabelo e o couro cabeludo a manterem a hidratação natural.

Panthenol**
O que é: Vitamina B5
O que faz: Proporciona hidratação profunda, nutrindo e reforçando pele e cabelo. Adicionalmente, pode ajudar a reparar a danos na pele e a prevenir certos tipos de dermatite.

Retinol ou Retinyl palmitate
O que é: Vitamina A
O que faz: Vitamina com propriedades anti-oxidantes usada, interna e topicamente, no tratamento de acne e outros problemas de pele. A aplicação tópica promove a formação de novas células de pele e ajuda a regular a produção de gordura, pelas glândulas sebáceas. É particularmente benéfico para peles secas ou muito expostas ao sol. As suas propriedades anti-oxidantes, em conjunto com o efeito hidratante e amaciador para a pele, fazem com que seja habitualmente usado em protectores solares. Também é usado, nos cosméticos, como conservante natural.

Tocopherol
O que é: Vitamina E
O que faz: Uma das vitaminas com maior poder anti-oxidante. Protege a pele dos radicais livres causadores de cancro e é essencial para uma utilização adequada do oxigénio nos tecidos. Em cosméticos, também é utilizado como um conservante natural, protegendo a fase orgânica (óleo) em cremes e loções.


* Obtido a partir dos favos das abelhas. Uma alternativa vegan é a utilização de óleos ou ceras vegetais como a cera de carnuba, por exemplo.
** Em certas marcas este ingrediente pode ser derivado de animais.

Mais informação:
www.aubrey-organics.com/custom.aspx?id=61http://www.cosmecticdatabase.com/
www.caringconsumer.com/resources_ingredients_list.asp

Fontes:
Natural Ingredients Dictionary - Aubrey Hampton
Body+Soul Magazine, Abril 2009

05/07/2009

O que significa ”fragrância”?

As fragrâncias sintéticas utilizadas em produtos podem ter cerca de 200 ingredientes. Não existe forma de saber, para um comprador comum, quais são os produtos químicos que as compõem porque nos rótulos só vêm descritas como ”fragrância”.
Um conselho?... pense melhor antes de comprar um produto que tenha a palavra ”fragrância” no rótulo!



EWG – Environmental Working Group

Um conceito a ter em consideração.

What goes on the body, goes in the body.



Este slogan, baseado num adágio popular, que se pode encontrar na publicidade do WHOLE FOODS MARKET (cadeia americana de supermercados de produtos biológicos) ilustra bem uma realidade que muitos conhecem e sobre a qual devemos refletir. Para mim passou a ser, mais que um slogan, um conceito a considerar.
A pele é considerada o nosso maior orgão e absorve uma grande parte dos produtos que lhe aplicamos. Assim, se queremos cuidar bem do nosso corpo, devemos ser mais criteriosos com o que escolhemos para o alimentar e tratar dele. A escolha de produtos certificados, naturais e biológicos, é uma das formas de o garantirmos.

Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2009/07/um-conceito-ter-em-consideracao.html

02/06/2009

Sabia que...

...o tão vulgar Laureth Sulfato de Sódio (Lauril Éter Sulfato de Sódio), presente em inúmeros champôs, sabonetes, dentífricos, etc, está relacionado com um composto denominado 1,4-Dioxane? Este composto é altamente tóxico e é um dos principais componentes do produto químico “Agente Laranja”, usado durante guerra do Vietname, pelo exército norte-americano, como desfolhante. O composto 1,4-Dioxane é causador de distúrbios hormonais e crê-se que tenha sido o principal agente causador de cancro sofrido pelo pessoal do exército americano após a guerra do Vietname. É, também, conhecido por mimetizar a acção do estrogéneo e crê-se que aumente a probabilidade de aparecimento de cancro na mama e redução da contagem de esperma, nos homens.
Como é que o Laureth Sulfato de Sódio está relacionado com 1,4-Dioxane? A resposta é “através de um processo químico denominado etoxilação (Ethoxylation)”. Este processo consiste na etoxilação (adição de óxido de etileno) de Lauril Sulfato de Sódio para obter um agente desengordurante menos abrasivo e com propriedades melhoradas ao nível da produção de espuma, que é o Laureth Sulfato de Sódio. O problema é que durante este processo o composto 1,4-dioxane, altamente nocivo, pode ser criado, contaminando o produto.

No entanto, instituições como a Cosmetic, Toiletry, and Fragrance Association (CTFA) e a American Cancer Society dizem que a possibilidade de o Laureth Sulfato de Sódio ser cancerígeno é uma lenda urbana. Contudo, o que está aqui em questão é a relação deste com o composto 1,4-Dioxane.
É evidente que o grau e a frequência da exposição devem ser tidos em consideração para avaliar, a longo prazo, possíveis efeitos na saúde. Há, no entanto, uma pergunta que todos devemos colocar, independentemente de todos os argumentos a favor ou contra: ”Com tantas alternativas no mercado porque é que alguém tem que continuar a usar produtos feitos com Laureth Sulfato de Sódio?”

A melhor forma evitarmos o uso inadvertido de produtos que possam estar contaminados com 1,4-Dioxane é reconhecendo os nomes dos ingredientes que possuem maior probabilidade de contaminação. Nestes estão incluídos ingredientes com o prefixo PEG, ou a sílaba eth (como em Laureth Sulfato de Sódio) ou oxynol.

Algumas das marcas que tiveram produtos testados, pela Organic Consumers Association, e que se verificou estarem isentos desta contaminação são: Aubrey Organics, Dr. Bronner, Dr. Hauschka, TerrEssential e Nourish.


Mais informação:


Fontes:
Environmental Working Group - http://www.cosmeticsdatabase.com/
Organic Consumers Association - http://www.organicconsumers.org/
The Natural Foods Merchandiser, Maio/2008 - http://www.naturalfoodsmerchandiser.com/

01/06/2009

Os preços como desculpa para não cuidarmos de nós.

Desculpem o desabafo mas tenho ouvido muito disparate, ultimamente, a servir de justificação para não comprar produtos BIOLÓGICOS e NATURAIS (leia-se de qualidade), ou seja a cuidar da nossa saúde. Ou é por causa da crise, ou porque o champô não cheira às maçãs verdes acabadas de colher (os que cheiram é porque têm fragrâncias sintéticas, enfim!...), etc. Mas o argumento que bate todos os outros “aos pontos” é o argumento do preço! Sim, leram bem “o preço”, porque são muito caros! Para acabar de uma vez por todas com este mito, resolvi comparar preços (e quantidades). Para isso reuni uma pequena lista de produtos, que qualquer pessoa pode usar no seu quotidiano, e fui às “compras”.

Natural
Não Natural

Champô:
Aubrey Organics - Champô de Camomila Azul – 15,75€ - 325ml
Essential Care - Champô Gentil de Ervas – 29,25€ - 500ml
Urtekram - Champô de Açúcar Amarelo – 8,99€ - 500ml

Klorane – Champô de Cidra – 12,65€ - 400ml
The Body Shop - Champô Hidratante de Mel – 14,00€ - 400ml
Aveeno – Champô Emulave – 14,10€ - 250ml
L’Oreal – Champô Liss Ultime Smoothing– 11,33 € - 250ml


Gel de duche e banho:

Dr. Hauschka -Blacthorn Body Wash - 6,90€ - 150mlUrtekram – Gel de Duche de Aloé Vera – 8,99€ - 500ml
Weleda - Pomegranate Shower Gel - 7,45€ - 200ml

Claus Porto – Body Wash Citron Verbena – 17,80€ - 350ml
Galénic – Gel Duche Tonificante – 8,70€ - 200ml

Uriage - Creme Lavante – 12,30€ - 200 ml


Loção corporal:
Aubrey Organics - Loção para Corpo e Mãos com Colagénio e Amêndoas – 19,23€ - 237ml
Essential Care - Loção Rica para Corpo e Mãos – 20,00€ - 150ml
Urtekram - Loção Corporal de Azeitona – 8,20€ - 250ml

Avene - Cold Cream – 19.75€ - 400ml
L’Oréal - Leite de corpo Age-Perfect Calcium – 9,99€ - 250ml
Vasenol - Loção Bálsamo Regeneradora Intensiva – 7,99€ - 100ml


Desodorizante:
Aubrey Organics - Deo roll-on E plus high – 10,51€ - 89ml
Urtekram – Deo roll-on de Lima – 7,79€ - 50ml
Weleda – Desodorizante de Salva - 12,00€ - 100ml

Roc - Keops Post-Epil Roll-On – 11,30€ - 50ml
Roche Posay – Toleriane Deo Stick – 8,10€ - 40g
The Body Shop – Anti-transpirante de White Musk – 9,00€ - 50ml
Uriage - Desodorizante Tri-Actif – 11,90€ - 30ml


After Shave:
Aubrey Organics - North Woods – 15,75€ - 118ml
Weleda - Bálsamo After Shave – 12,45€ - 100 ml

L’Occitane - Bálsamo After Shave Cade – 24,00€ - 75ml
Old Spice - After Shave Loção Original – 9,59€ - 100ml
The Body Shop - Bálsamo After Shave – 18,00€ - 100 ml


Óleo corporal:
Urtekram - Óleo corporal de caroço de Alperce – 17,49€ - 100ml
Urtekram - Óleo corporal para bebé – 19.15€ - 100ml

Avene – Óleo corporal – 20,17€ - 200ml
Mustela – Bebé Óleo de massagem – 10,37€ - 100ml
The Body Shop – Óleo de massagem revitalizante de Lavanda – 12,00€ - 100ml


e agora que vai começar o verão, Protector Solar:
Aubrey Organics - Protector Solar de Chá Verde - SPF 25 – 17,51€ - 118ml
Santé – Soleil Family Sun Lotion – SPF 30 – 11,95€ - 100ml

Avéne – Solar Créme Incolor – SPF 20 – 13,95€ - 50ml
La Roche Posay - Anthélios Spray - SPF 20 – 15,85 – 125ml
Piz Buin – One Day Long – SPF 30 – 24,09 – 200ml


Fantástico, não é?! Meus caros, o que penso que vai acontecer é que todos irão concluir que afinal o mito dos preços não passa disso mesmo, um mito. Mas, como dizia Winston Churchill, “Os homens tropeçam por vezes na verdade, mas a maior parte torna a levantar-se e continua depressa o seu caminho, como se nada tivesse acontecido”.

Nota: os preços apresentados são apenas referenciais e podem variar de loja para loja. Consideraram-se para a comparação produtos que, não sendo naturais, oferecem um mínimo de garantia (marcas conhecidas, com longa presença no mercado, algumas vendidas em farmácias e parafarmácias).

06/05/2009

”Selos verdes” ou ”eco-selos”! Sabe o que significam estes símbolos?

Quando lê a palavra ”natural” no rótulo de um produto sabe o que é que isso realmente significa? Penso que a resposta será - não muito, porque não existe legislação especifica. Porém, existem algumas organizações, estatais ou privadas, sem fins lucrativos, que desenvolveram os seus próprios critérios de certificação e respectivos ”eco-selos”.
Estas são algumas das ”garantias” que um produto realmente biológico e natural lhe pode dar:




O eco-selo:
A organização:

Astma-Allergi Forbundet (Associação Asma e Alergia da Dinamarca). Associação democrática com 12 000 membros. O seu escritório da Dinamarca emprega 18 pessoas que aconselham fabricantes e consumidores acerca de produtos hipoalergénicos.

Establecida em:1971

O que certifica:
O produto não pode conter nenhum ingrediente alergizante ou que seja idêntico (familiar) a uma substância reconhecida como alergizante.

Saber mais:
http://hoefeber.astma-allergi.dk/





O eco-selo:



A organização:Bundesverband Deutscher Industrie und Handelsunternehmen – BDIH (Associação das Indústrias e Comerciantes Alemães de produtos farmacêuticos, cuidados de saúde, suplementos alimentares, cosméticos e higiene corporal).


Establecida em:
1996

O que certifica:
O produtor utiliza, sempre que possivel, matérias-primas naturais, como óleos de plantas, ceras e gorduras, extractos vegetais, óleos essenciais e aromas, provenientes de produção biológica certificada ou de recolha na natureza biologicamente controlada.
O produto não contém, ou tem uma utilização limitada de algumas matérias-primas como conservantes (ácido benzóico, ácido salicílico, etc.), fragrâncias sintéticas, parafina e outros derivados de petróleo, etc.

Saber mais:
http://www.kontrollierte-naturkosmetik.de/





O eco-selo:
A organização:
CCIC - Coalition for Consumer Information in Cosmetics (Coligação para a Informação do Consumidor acerca de Cosméticos).

Establecida em:1998

O que certifica:
Tanto o produto como todos os seus ingredientes não são testados em animais, em nenhuma fase do processo, desde a matéria-prima até chegar ao consumidor.

Saber mais:

http://www.leapingbunny.org/




O eco-selo:



A organização:Ecocert (Organismo independente de controlo e certificação)

Establecida em:
1991

O que certifica:O produto contém, pelo menos, 95% de ingredientes naturais, 10% de ingredientes de produção biológica certificada e as embalagens são ambientalmente conscienciosas.
O produto não contém a maioria dos ingredientes sintéticos, como por exemplo parabenos, petroquímicos, fragrâncias sintéticas, silicone, etc.

Saber mais:
http://www.ecocert.com/



O eco-selo:



A organização:Fairtrade - Fairtrade Labelling Organizations International (Comércio Justo)

Establecida em:
1997

O que certifica:O produto ou a sua matéria-prima foram comprados a pequenos produtores economicamente desfavorecidos, do hemisfério Sul, tendo sido pago um valor justo pelo seu produto. Nestas produções não pode estar envolvido trabalho forçado ou trabalho desenvolvido por crianças.
O Comércio Justo pretende contribuir para o desenvolvimento social e económico, ambientalmente sustentável, das comunidades desfavorecidas e seus membros.

Saber mais:

http://www.fairtrade.net/




O eco-selo:


A organização:
NPA – National Products Association (Associação sem fins lucrativos dedicada à indústria de produtos naturais)

Establecida em:
1936

O que certifica:O produto contém, pelo menos, 95% de ingredientes naturais (ingredientes naturais são aqueles que provêm de um recurso renovável encontrado na natureza – flora, fauna ou mineral – sem qualquer derivado do petróleo), pelo menos, 10% de ingredientes de produção biológica certificada e as embalagens são ambientalmente conscienciosas.
O produto não contém ingredientes sintéticos que se suspeite poderem ser prejudiciais á saúde humana, como por exemplo parabenos, lauril sulfato de sódio, fragrâncias sintéticas, etc.

Saber mais:
http://www.naturalproductsassoc.org/





O eco-selo:



A organização:
QAI - Quality Assurance International (Organismo independente de certificação de produtos de produção biológica)

Establecida em:
1989

O que certifica:
Em todo o processo a ”cadeia” de produção biológica é mantida. Desde o terreno onde o produto é cultivado, passando pelos produtores que o cultivam, pelas instalações onde é preparado depois de colhido, até às instalações onde é processado e transformado em produto final é efectuado um controlo rigoroso.

Saber mais:
http://www.qai-inc.com/





O eco-selo:


A organização:
USDA – U.S. Department of Agriculture (Departamento da Agricultura dos Estados Unidos)
Establecida em:1992

O que certifica:
O produto contém, pelo menos, 95% de ingredientes naturais de produção biológica certificada de acordo com o USDA National Organic Program (NOP), sem o uso de determinados pesticidas e fertilizantes.
O produto não contém nenhum ingrediente sintético que não esteja aprovado pelo NOP, como parabenos ou ftalatos.

Saber mais:
www.ams.usda.gov



Os eco-selos:

A organização:
Existem várias organizações alguns exemplos:
The Vegan Society, fundada em 1944;
Vegan Action, fundada em 1998.

O que certificam:
O produto é Vegan, ou seja, não contém nenhum ingrediente animal ou seu sub-produto, não foi utilizado nenhum animal ou seu sub-produto no processo de fabrico e não foi testado em animais por nenhuma empresa ou trabalhador independente.

Saber mais:
http://www.vegansociety.com/
http://www.vegan.org/

03/02/2009

Porquê testar em animais?

Esta é mais uma daquelas questões que me ultrapassam. Para mais, e como sou sensível à causa dos animais, é importante, para mim, fazer esta reflexão, quanto mais não seja para verificar se o meu racíocinio tem algum fundamento.
Vejamos os seguintes factos:
- existem marcas que testam os seus produtos em animais;
- existem, também, marcas, muitas delas conhecidas, que não testam os seus produtos em animais;
- tanto umas como outras, ainda que em alguns casos possa ser discutível (ver neste blog: Anatomia de um champô I - O que não queremos!)
, têm como objectivo desenvolver e vender produtos com qualidade.

Então se é possivel algumas marcas garantirem a qualidade dos seus produtos, sem testar em animais, porque não o fazem todas?...
Se existe uma ampla variedade de técnicas de pesquisa laboratorial*, sem utilização de animais que, para além de constituirem uma aproximação mais humana à ciência, podem ser mais rápidos, eficientes e baratos, porque é que estes métodos não são mais usados?...
A lei europeia (Article 7.2 of EU Directive 86/609/ECC) determina, de forma clara, que, sempre que haja um método alternativo de experimentar, sem o recurso a animais, este deve ser utilizado. Então,...porque é que não se cumpre a lei?

*alguns exemplos: cultura de células, tecidos e orgãos; micro-organismos, tal como bactérias; pesquisa molecular; simulações em computador, incluindo QSARs; estudo em populações (epidemiologia); estudos clínicos com voluntários humanos, etc.

Bom, uma coisa é certa, tal como a associação ANIMAL refere, eu acredito que “os animais não humanos existem pelas suas próprias razões e são possuidores de uma dignidade moral intrínseca que é absolutamente incompatível com o uso ou abuso de animais para qualquer fim humano”.
Para todos os que estão de acordo com o meu raciocínio, aqui ficam algumas informações:
- duas instituições, que considero serem idóneas e que trabalham activamente com o propósito de defender os direitos dos animais – PETA e ECEAE;
- Nestes sites poderam encontrar mais informações ilucidativas acerca deste assunto:
www.eceae.org
www.peta.org
www.caringconsumer.com
www.gocrueltyfree.org

- Se pretendem produtos ”cruelty-free”, procurem produtos com este logótipo, é a garantia que não são testados em animais.

Para os mais cépticos aqui fica um vídeo ilucidativo, penso que ninguém ficará indiferente.


Autor: People for the Ethical Treatment of Animals – 03-02-2009
Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2009/02/porque-testar-em-animais.html

26/11/2008

Anatomia de um champô II – A opção natural!

Na sequência do artigo ”Anatomia de um Champô I – O que não queremos!”, e aproveitando, desta vez, o mote dado por um artigo que encontrei sobre champôs da Aubrey Organics, aqui fica uma reflexão sobre as alternativas que temos ao nosso alcance sem ser necessário um esforço muito grande.

Fonte: traduzido e adaptado a partir do artigo ”Review of Aubrey Organics 100 Percent Natural Shampoo” in NaturalNews.com (www.naturalnews.com/024296.html
) por Aria Milan.

Todos os tipos de cuidados corporais são importantes pelo facto da pele absorver qualquer coisa que se aplique no corpo. Isto também é verdade para o couro cabeludo. Muitas pessoas preocupam-se com o que o seu corpo absorve através da alimentação, mas não consideram a pele como um meio de absorção. Além das consequências na nossa saúde, há ainda que considerar as consequências no nosso aspecto. Encaremos a realidade, pele e os cabelos saudáveis serão sempre pele e cabelos bonitos. Por isso é importante escolhermos um champô e amaciador que não só é seguro a longo prazo (em termos de saúde), mas também nos dá resultados atractivos.


A maioria dos champôs vendidos nas lojas convencionais está repleta de substâncias químicas sintéticas tóxicas e fragrâncias. Estas substâncias são baratas para as empresas que fabricam os produtos, mas são perigosas para as pessoas que usam esses mesmos produtos. O que a maioria das pessoas não se apercebe é que grande parte dos champôs e amaciadores que se encontram à venda em farmácias, ervanárias e muitas lojas de produtos biológicos também contêm estas substâncias tóxicas, alguns podem conter menos destas substâncias mas, muitos, estão longe de serem seguros.


O ingrediente Laureth Sulfato de Sódio (SLS), bem como os seus derivados mais comuns, são produtos químicos industriais extremamente tóxicos e são conhecidos por enfraquecerem o cabelo. O seu uso continuado pode levar à perda de cabelo. O curioso é que, devido à atmosfera altamente persuasiva e a campanhas de marketing extremamente efectivas, que procuram levar as pessoas a ficarem emocionalmente ligadas a uma marca, estas continuam a utilizar o mesmo champô mesmo depois de começarem a perder cabelo. Isto não faz qualquer sentido para qualquer pessoa minimamente conscienciosa, contudo, as pessoas estão condicionadas a terem este procedimento.


Com a publicidade muito direccionada para condicionar a escolha do consumidor típico, há muito pouco incentivo para que as grandes empresas de champôs se preocupem em utilizar ingredientes naturais e mais saudáveis. Contudo, os consumidores estão a tornar-se mais conscientes acerca dos produtos que compram. Isto levou ao crescimento do sector da produção de produtos capilares saudáveis baseados em plantas e minerais.
Assim, sem acrescentar mais nada, vamos lançar um olhar sobre uma empresa que produz champôs e amaciadores que realçam o brilho natural do cabelo das pessoas, apenas contendo ingredientes 100% naturais e não tóxicos. Esta empresa chama-se Aubrey Organics (http://www.aubrey-organics.com/
) e é representada em Portugal por rita c (http://www.rita-c.com/). Há champôs e amaciadores para todos os tipos de cabelo: seco, oleoso, normal e para cuidados especiais. Dentro de cada uma destas categorias há ainda uma escolha de produtos que vai ao encontro das necessidades particulares do cabelo de qualquer pessoa. Por exemplo, se o seu cabelo é seco e quebradiço o Champô Hidratante de Madressilva e Rosa - Honeysuckle Rose® fornece-lhe o que necessita através de ingredientes como o óleo de Rosa Mosqueta biológica, um nutriente e hidratante que melhora a textura do cabelo; aloé vera biológico, que restaura a hidratação; e madressilva que adiciona um ligeiro e suave aroma floral ao cabelo.


Por outro lado, se é uma pessoa com um estilo de vida activo e o seu cabelo requer cuidados especiais, o champô adequado será o Champô Regularizador – Swimmer’s Normalizing, elaborado à medida das necessidades de atletas e pessoas com um estilo de vida extremamente activo. Este champô, de acordo com o referido no rótulo, é formulado com melaço de milho biológico e ajuda a remover o cloro, minerais e outras impurezas que podem tornar o cabelo seco, quebradiço e descolorado. É também ideal para pessoas com o cabelo louro, grisalho ou pintado.
Cada champô é formulado especificamente para cada tipo de cabelo, existe ainda um amaciador correspondente para reforçar o efeito de beleza desejado.


Existem listas de produtos químicos tóxicos a evitar, habitualmente encontrados nos produtos para o cabelo (Aprender a ler rótulos, para não comprar o que não quermos!). No entanto, uma regra simples para quem não está identificado com estas questões é, se não consegue pronunciar o nome do ingrediente e este não lhe soa a familiar, provavelmente é um produto químico sintético.
Os champôs e amaciadores Aubrey Organics são produzidos a partir de ingredientes naturais e veganos e não são testados em animais.


Seja naturalmente bela! (Look beautiful naturally!)



Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2008/11/anatomia-de-um-champ-ii-opo-natural.html

04/11/2008

As primeiras empresas a obterem a certificação natural da NPA.

Para todos os que se interessam pela qualidade dos produtos que utilizam, aqui fica uma nota que demonstra a importância dada na Europa e nos Estados Unidos à certificação dos produtos naturais.
Quando os organismos oficiais não legislam e por isso os cidadãos não conseguem realmente saber o que estão a comprar (voltamos aqui à velha questão do que é realmente natural e biológico), as empresas privadas, através de associações, têm que criar mecanismos para garantir a qualidade dos produtos, e mais, garantir que os produtos são realmente o que afirmam ser.
Essa qualidade é garantida através de certificações atribuídas por organismos idóneos como o Ecocert, o BDIH, e agora no caso dos Estados Unidos, a NPA.

Fonte: traduzido a partir do artigo “NPA announces first companies to gain natural certification” in Cosmeticsdesign.com, 16 de Outubro de 2008.

A Associação de Produtos Naturais (NPA – Natural Products Association) divulga o nome das primeiras empresas a obterem a certificação natural.
Por Guy Montague-Jones

O mercado e os consumidores de PCHC (Produtos Cosméticos e de Higiene Pessoal) nos Estados Unidos têm sido fracamente servidos pelos organismos certificadores, contudo, no último ano um número considerável de organismos privados foram definindo os seus próprios critérios de certificação.
Em Maio a NPA lançou o seu programa de certificação para produtos naturais e agora publica os nomes das primeiras empresas a cumprirem todos os critérios e que obtiveram o direito a utilizar o selo de aprovação da NPA para Produtos Naturais.

Empresas que adoptaram os novos critérios.
A Aubrey Organics, Burt’s Bees e J.R. Watkins cumpriram todas as exigências e em breve vão lançar os seus produtos recentemente certificados de acordo com os novos critérios.
Para obter esta certificação estas empresas tiveram que cumprir estritamente as regras definidas pelo organismo certificador.
De forma notável é exigido que 95% dos ingredientes sejam provenientes de fontes naturais, estando em linha com as normas definidas pelo EcoCert e com o critério proposto para harmonizar as normas europeias de cosméticos naturais.

Proliferação de critérios e controvérsia.
Em contraste com o que está a acontecer na Europa, onde os organismos certificadores estam cada vez mais próximo de harmonizar as suas normas, nos Estados Unidos são criados com regularidade critérios privados, diferentes entre si, o que provoca alguma tensão e desentendimento.
A empresa Dr Bronner’s Magic Soap chegou ao ponto de instaurar um processo legal contra a Organic and Sustainable Industry Standards (OASIS), que representa algumas das algumas das maiores empresas de cosméticos biológicos como a Aveda e a Hain Celestial.
Esta empresa adverte que a OASIS publicita falsamente produtos como sendo biológicos quando na verdade estes contêm ingredientes provenientes de agricultura convencional ou petroquímicos.
Este tipo de conflitos internos só prejudicam a imagem da indústria de cosméticos naturais e biológicos, aos olhos dos consumidores, e pode vir a criar ainda mais confusão quanto ao que genuinamente é um produto natural e biológico.
No inicio do ano, a empresa de estudos de mercado Organic Monitor saudou a criação de novos critérios privados nos Estados Unidos, mas advertiu que a proliferação critérios poderá ser contraproducente se estes se tornarem uma fonte de confusão.

Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2008/11/as-primeiras-empresas-obterem.html