02/06/2009

Sabia que...

...o tão vulgar Laureth Sulfato de Sódio (Lauril Éter Sulfato de Sódio), presente em inúmeros champôs, sabonetes, dentífricos, etc, está relacionado com um composto denominado 1,4-Dioxane? Este composto é altamente tóxico e é um dos principais componentes do produto químico “Agente Laranja”, usado durante guerra do Vietname, pelo exército norte-americano, como desfolhante. O composto 1,4-Dioxane é causador de distúrbios hormonais e crê-se que tenha sido o principal agente causador de cancro sofrido pelo pessoal do exército americano após a guerra do Vietname. É, também, conhecido por mimetizar a acção do estrogéneo e crê-se que aumente a probabilidade de aparecimento de cancro na mama e redução da contagem de esperma, nos homens.
Como é que o Laureth Sulfato de Sódio está relacionado com 1,4-Dioxane? A resposta é “através de um processo químico denominado etoxilação (Ethoxylation)”. Este processo consiste na etoxilação (adição de óxido de etileno) de Lauril Sulfato de Sódio para obter um agente desengordurante menos abrasivo e com propriedades melhoradas ao nível da produção de espuma, que é o Laureth Sulfato de Sódio. O problema é que durante este processo o composto 1,4-dioxane, altamente nocivo, pode ser criado, contaminando o produto.

No entanto, instituições como a Cosmetic, Toiletry, and Fragrance Association (CTFA) e a American Cancer Society dizem que a possibilidade de o Laureth Sulfato de Sódio ser cancerígeno é uma lenda urbana. Contudo, o que está aqui em questão é a relação deste com o composto 1,4-Dioxane.
É evidente que o grau e a frequência da exposição devem ser tidos em consideração para avaliar, a longo prazo, possíveis efeitos na saúde. Há, no entanto, uma pergunta que todos devemos colocar, independentemente de todos os argumentos a favor ou contra: ”Com tantas alternativas no mercado porque é que alguém tem que continuar a usar produtos feitos com Laureth Sulfato de Sódio?”

A melhor forma evitarmos o uso inadvertido de produtos que possam estar contaminados com 1,4-Dioxane é reconhecendo os nomes dos ingredientes que possuem maior probabilidade de contaminação. Nestes estão incluídos ingredientes com o prefixo PEG, ou a sílaba eth (como em Laureth Sulfato de Sódio) ou oxynol.

Algumas das marcas que tiveram produtos testados, pela Organic Consumers Association, e que se verificou estarem isentos desta contaminação são: Aubrey Organics, Dr. Bronner, Dr. Hauschka, TerrEssential e Nourish.


Mais informação:


Fontes:
Environmental Working Group - http://www.cosmeticsdatabase.com/
Organic Consumers Association - http://www.organicconsumers.org/
The Natural Foods Merchandiser, Maio/2008 - http://www.naturalfoodsmerchandiser.com/

01/06/2009

Os preços como desculpa para não cuidarmos de nós.

Desculpem o desabafo mas tenho ouvido muito disparate, ultimamente, a servir de justificação para não comprar produtos BIOLÓGICOS e NATURAIS (leia-se de qualidade), ou seja a cuidar da nossa saúde. Ou é por causa da crise, ou porque o champô não cheira às maçãs verdes acabadas de colher (os que cheiram é porque têm fragrâncias sintéticas, enfim!...), etc. Mas o argumento que bate todos os outros “aos pontos” é o argumento do preço! Sim, leram bem “o preço”, porque são muito caros! Para acabar de uma vez por todas com este mito, resolvi comparar preços (e quantidades). Para isso reuni uma pequena lista de produtos, que qualquer pessoa pode usar no seu quotidiano, e fui às “compras”.

Natural
Não Natural

Champô:
Aubrey Organics - Champô de Camomila Azul – 15,75€ - 325ml
Essential Care - Champô Gentil de Ervas – 29,25€ - 500ml
Urtekram - Champô de Açúcar Amarelo – 8,99€ - 500ml

Klorane – Champô de Cidra – 12,65€ - 400ml
The Body Shop - Champô Hidratante de Mel – 14,00€ - 400ml
Aveeno – Champô Emulave – 14,10€ - 250ml
L’Oreal – Champô Liss Ultime Smoothing– 11,33 € - 250ml


Gel de duche e banho:

Dr. Hauschka -Blacthorn Body Wash - 6,90€ - 150mlUrtekram – Gel de Duche de Aloé Vera – 8,99€ - 500ml
Weleda - Pomegranate Shower Gel - 7,45€ - 200ml

Claus Porto – Body Wash Citron Verbena – 17,80€ - 350ml
Galénic – Gel Duche Tonificante – 8,70€ - 200ml

Uriage - Creme Lavante – 12,30€ - 200 ml


Loção corporal:
Aubrey Organics - Loção para Corpo e Mãos com Colagénio e Amêndoas – 19,23€ - 237ml
Essential Care - Loção Rica para Corpo e Mãos – 20,00€ - 150ml
Urtekram - Loção Corporal de Azeitona – 8,20€ - 250ml

Avene - Cold Cream – 19.75€ - 400ml
L’Oréal - Leite de corpo Age-Perfect Calcium – 9,99€ - 250ml
Vasenol - Loção Bálsamo Regeneradora Intensiva – 7,99€ - 100ml


Desodorizante:
Aubrey Organics - Deo roll-on E plus high – 10,51€ - 89ml
Urtekram – Deo roll-on de Lima – 7,79€ - 50ml
Weleda – Desodorizante de Salva - 12,00€ - 100ml

Roc - Keops Post-Epil Roll-On – 11,30€ - 50ml
Roche Posay – Toleriane Deo Stick – 8,10€ - 40g
The Body Shop – Anti-transpirante de White Musk – 9,00€ - 50ml
Uriage - Desodorizante Tri-Actif – 11,90€ - 30ml


After Shave:
Aubrey Organics - North Woods – 15,75€ - 118ml
Weleda - Bálsamo After Shave – 12,45€ - 100 ml

L’Occitane - Bálsamo After Shave Cade – 24,00€ - 75ml
Old Spice - After Shave Loção Original – 9,59€ - 100ml
The Body Shop - Bálsamo After Shave – 18,00€ - 100 ml


Óleo corporal:
Urtekram - Óleo corporal de caroço de Alperce – 17,49€ - 100ml
Urtekram - Óleo corporal para bebé – 19.15€ - 100ml

Avene – Óleo corporal – 20,17€ - 200ml
Mustela – Bebé Óleo de massagem – 10,37€ - 100ml
The Body Shop – Óleo de massagem revitalizante de Lavanda – 12,00€ - 100ml


e agora que vai começar o verão, Protector Solar:
Aubrey Organics - Protector Solar de Chá Verde - SPF 25 – 17,51€ - 118ml
Santé – Soleil Family Sun Lotion – SPF 30 – 11,95€ - 100ml

Avéne – Solar Créme Incolor – SPF 20 – 13,95€ - 50ml
La Roche Posay - Anthélios Spray - SPF 20 – 15,85 – 125ml
Piz Buin – One Day Long – SPF 30 – 24,09 – 200ml


Fantástico, não é?! Meus caros, o que penso que vai acontecer é que todos irão concluir que afinal o mito dos preços não passa disso mesmo, um mito. Mas, como dizia Winston Churchill, “Os homens tropeçam por vezes na verdade, mas a maior parte torna a levantar-se e continua depressa o seu caminho, como se nada tivesse acontecido”.

Nota: os preços apresentados são apenas referenciais e podem variar de loja para loja. Consideraram-se para a comparação produtos que, não sendo naturais, oferecem um mínimo de garantia (marcas conhecidas, com longa presença no mercado, algumas vendidas em farmácias e parafarmácias).

06/05/2009

”Selos verdes” ou ”eco-selos”! Sabe o que significam estes símbolos?

Quando lê a palavra ”natural” no rótulo de um produto sabe o que é que isso realmente significa? Penso que a resposta será - não muito, porque não existe legislação especifica. Porém, existem algumas organizações, estatais ou privadas, sem fins lucrativos, que desenvolveram os seus próprios critérios de certificação e respectivos ”eco-selos”.
Estas são algumas das ”garantias” que um produto realmente biológico e natural lhe pode dar:




O eco-selo:
A organização:

Astma-Allergi Forbundet (Associação Asma e Alergia da Dinamarca). Associação democrática com 12 000 membros. O seu escritório da Dinamarca emprega 18 pessoas que aconselham fabricantes e consumidores acerca de produtos hipoalergénicos.

Establecida em:1971

O que certifica:
O produto não pode conter nenhum ingrediente alergizante ou que seja idêntico (familiar) a uma substância reconhecida como alergizante.

Saber mais:
http://hoefeber.astma-allergi.dk/





O eco-selo:



A organização:Bundesverband Deutscher Industrie und Handelsunternehmen – BDIH (Associação das Indústrias e Comerciantes Alemães de produtos farmacêuticos, cuidados de saúde, suplementos alimentares, cosméticos e higiene corporal).


Establecida em:
1996

O que certifica:
O produtor utiliza, sempre que possivel, matérias-primas naturais, como óleos de plantas, ceras e gorduras, extractos vegetais, óleos essenciais e aromas, provenientes de produção biológica certificada ou de recolha na natureza biologicamente controlada.
O produto não contém, ou tem uma utilização limitada de algumas matérias-primas como conservantes (ácido benzóico, ácido salicílico, etc.), fragrâncias sintéticas, parafina e outros derivados de petróleo, etc.

Saber mais:
http://www.kontrollierte-naturkosmetik.de/





O eco-selo:
A organização:
CCIC - Coalition for Consumer Information in Cosmetics (Coligação para a Informação do Consumidor acerca de Cosméticos).

Establecida em:1998

O que certifica:
Tanto o produto como todos os seus ingredientes não são testados em animais, em nenhuma fase do processo, desde a matéria-prima até chegar ao consumidor.

Saber mais:

http://www.leapingbunny.org/




O eco-selo:



A organização:Ecocert (Organismo independente de controlo e certificação)

Establecida em:
1991

O que certifica:O produto contém, pelo menos, 95% de ingredientes naturais, 10% de ingredientes de produção biológica certificada e as embalagens são ambientalmente conscienciosas.
O produto não contém a maioria dos ingredientes sintéticos, como por exemplo parabenos, petroquímicos, fragrâncias sintéticas, silicone, etc.

Saber mais:
http://www.ecocert.com/



O eco-selo:



A organização:Fairtrade - Fairtrade Labelling Organizations International (Comércio Justo)

Establecida em:
1997

O que certifica:O produto ou a sua matéria-prima foram comprados a pequenos produtores economicamente desfavorecidos, do hemisfério Sul, tendo sido pago um valor justo pelo seu produto. Nestas produções não pode estar envolvido trabalho forçado ou trabalho desenvolvido por crianças.
O Comércio Justo pretende contribuir para o desenvolvimento social e económico, ambientalmente sustentável, das comunidades desfavorecidas e seus membros.

Saber mais:

http://www.fairtrade.net/




O eco-selo:


A organização:
NPA – National Products Association (Associação sem fins lucrativos dedicada à indústria de produtos naturais)

Establecida em:
1936

O que certifica:O produto contém, pelo menos, 95% de ingredientes naturais (ingredientes naturais são aqueles que provêm de um recurso renovável encontrado na natureza – flora, fauna ou mineral – sem qualquer derivado do petróleo), pelo menos, 10% de ingredientes de produção biológica certificada e as embalagens são ambientalmente conscienciosas.
O produto não contém ingredientes sintéticos que se suspeite poderem ser prejudiciais á saúde humana, como por exemplo parabenos, lauril sulfato de sódio, fragrâncias sintéticas, etc.

Saber mais:
http://www.naturalproductsassoc.org/





O eco-selo:



A organização:
QAI - Quality Assurance International (Organismo independente de certificação de produtos de produção biológica)

Establecida em:
1989

O que certifica:
Em todo o processo a ”cadeia” de produção biológica é mantida. Desde o terreno onde o produto é cultivado, passando pelos produtores que o cultivam, pelas instalações onde é preparado depois de colhido, até às instalações onde é processado e transformado em produto final é efectuado um controlo rigoroso.

Saber mais:
http://www.qai-inc.com/





O eco-selo:


A organização:
USDA – U.S. Department of Agriculture (Departamento da Agricultura dos Estados Unidos)
Establecida em:1992

O que certifica:
O produto contém, pelo menos, 95% de ingredientes naturais de produção biológica certificada de acordo com o USDA National Organic Program (NOP), sem o uso de determinados pesticidas e fertilizantes.
O produto não contém nenhum ingrediente sintético que não esteja aprovado pelo NOP, como parabenos ou ftalatos.

Saber mais:
www.ams.usda.gov



Os eco-selos:

A organização:
Existem várias organizações alguns exemplos:
The Vegan Society, fundada em 1944;
Vegan Action, fundada em 1998.

O que certificam:
O produto é Vegan, ou seja, não contém nenhum ingrediente animal ou seu sub-produto, não foi utilizado nenhum animal ou seu sub-produto no processo de fabrico e não foi testado em animais por nenhuma empresa ou trabalhador independente.

Saber mais:
http://www.vegansociety.com/
http://www.vegan.org/

03/02/2009

Porquê testar em animais?

Esta é mais uma daquelas questões que me ultrapassam. Para mais, e como sou sensível à causa dos animais, é importante, para mim, fazer esta reflexão, quanto mais não seja para verificar se o meu racíocinio tem algum fundamento.
Vejamos os seguintes factos:
- existem marcas que testam os seus produtos em animais;
- existem, também, marcas, muitas delas conhecidas, que não testam os seus produtos em animais;
- tanto umas como outras, ainda que em alguns casos possa ser discutível (ver neste blog: Anatomia de um champô I - O que não queremos!)
, têm como objectivo desenvolver e vender produtos com qualidade.

Então se é possivel algumas marcas garantirem a qualidade dos seus produtos, sem testar em animais, porque não o fazem todas?...
Se existe uma ampla variedade de técnicas de pesquisa laboratorial*, sem utilização de animais que, para além de constituirem uma aproximação mais humana à ciência, podem ser mais rápidos, eficientes e baratos, porque é que estes métodos não são mais usados?...
A lei europeia (Article 7.2 of EU Directive 86/609/ECC) determina, de forma clara, que, sempre que haja um método alternativo de experimentar, sem o recurso a animais, este deve ser utilizado. Então,...porque é que não se cumpre a lei?

*alguns exemplos: cultura de células, tecidos e orgãos; micro-organismos, tal como bactérias; pesquisa molecular; simulações em computador, incluindo QSARs; estudo em populações (epidemiologia); estudos clínicos com voluntários humanos, etc.

Bom, uma coisa é certa, tal como a associação ANIMAL refere, eu acredito que “os animais não humanos existem pelas suas próprias razões e são possuidores de uma dignidade moral intrínseca que é absolutamente incompatível com o uso ou abuso de animais para qualquer fim humano”.
Para todos os que estão de acordo com o meu raciocínio, aqui ficam algumas informações:
- duas instituições, que considero serem idóneas e que trabalham activamente com o propósito de defender os direitos dos animais – PETA e ECEAE;
- Nestes sites poderam encontrar mais informações ilucidativas acerca deste assunto:
www.eceae.org
www.peta.org
www.caringconsumer.com
www.gocrueltyfree.org

- Se pretendem produtos ”cruelty-free”, procurem produtos com este logótipo, é a garantia que não são testados em animais.

Para os mais cépticos aqui fica um vídeo ilucidativo, penso que ninguém ficará indiferente.


Autor: People for the Ethical Treatment of Animals – 03-02-2009
Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2009/02/porque-testar-em-animais.html

26/11/2008

Anatomia de um champô II – A opção natural!

Na sequência do artigo ”Anatomia de um Champô I – O que não queremos!”, e aproveitando, desta vez, o mote dado por um artigo que encontrei sobre champôs da Aubrey Organics, aqui fica uma reflexão sobre as alternativas que temos ao nosso alcance sem ser necessário um esforço muito grande.

Fonte: traduzido e adaptado a partir do artigo ”Review of Aubrey Organics 100 Percent Natural Shampoo” in NaturalNews.com (www.naturalnews.com/024296.html
) por Aria Milan.

Todos os tipos de cuidados corporais são importantes pelo facto da pele absorver qualquer coisa que se aplique no corpo. Isto também é verdade para o couro cabeludo. Muitas pessoas preocupam-se com o que o seu corpo absorve através da alimentação, mas não consideram a pele como um meio de absorção. Além das consequências na nossa saúde, há ainda que considerar as consequências no nosso aspecto. Encaremos a realidade, pele e os cabelos saudáveis serão sempre pele e cabelos bonitos. Por isso é importante escolhermos um champô e amaciador que não só é seguro a longo prazo (em termos de saúde), mas também nos dá resultados atractivos.


A maioria dos champôs vendidos nas lojas convencionais está repleta de substâncias químicas sintéticas tóxicas e fragrâncias. Estas substâncias são baratas para as empresas que fabricam os produtos, mas são perigosas para as pessoas que usam esses mesmos produtos. O que a maioria das pessoas não se apercebe é que grande parte dos champôs e amaciadores que se encontram à venda em farmácias, ervanárias e muitas lojas de produtos biológicos também contêm estas substâncias tóxicas, alguns podem conter menos destas substâncias mas, muitos, estão longe de serem seguros.


O ingrediente Laureth Sulfato de Sódio (SLS), bem como os seus derivados mais comuns, são produtos químicos industriais extremamente tóxicos e são conhecidos por enfraquecerem o cabelo. O seu uso continuado pode levar à perda de cabelo. O curioso é que, devido à atmosfera altamente persuasiva e a campanhas de marketing extremamente efectivas, que procuram levar as pessoas a ficarem emocionalmente ligadas a uma marca, estas continuam a utilizar o mesmo champô mesmo depois de começarem a perder cabelo. Isto não faz qualquer sentido para qualquer pessoa minimamente conscienciosa, contudo, as pessoas estão condicionadas a terem este procedimento.


Com a publicidade muito direccionada para condicionar a escolha do consumidor típico, há muito pouco incentivo para que as grandes empresas de champôs se preocupem em utilizar ingredientes naturais e mais saudáveis. Contudo, os consumidores estão a tornar-se mais conscientes acerca dos produtos que compram. Isto levou ao crescimento do sector da produção de produtos capilares saudáveis baseados em plantas e minerais.
Assim, sem acrescentar mais nada, vamos lançar um olhar sobre uma empresa que produz champôs e amaciadores que realçam o brilho natural do cabelo das pessoas, apenas contendo ingredientes 100% naturais e não tóxicos. Esta empresa chama-se Aubrey Organics (http://www.aubrey-organics.com/
) e é representada em Portugal por rita c (http://www.rita-c.com/). Há champôs e amaciadores para todos os tipos de cabelo: seco, oleoso, normal e para cuidados especiais. Dentro de cada uma destas categorias há ainda uma escolha de produtos que vai ao encontro das necessidades particulares do cabelo de qualquer pessoa. Por exemplo, se o seu cabelo é seco e quebradiço o Champô Hidratante de Madressilva e Rosa - Honeysuckle Rose® fornece-lhe o que necessita através de ingredientes como o óleo de Rosa Mosqueta biológica, um nutriente e hidratante que melhora a textura do cabelo; aloé vera biológico, que restaura a hidratação; e madressilva que adiciona um ligeiro e suave aroma floral ao cabelo.


Por outro lado, se é uma pessoa com um estilo de vida activo e o seu cabelo requer cuidados especiais, o champô adequado será o Champô Regularizador – Swimmer’s Normalizing, elaborado à medida das necessidades de atletas e pessoas com um estilo de vida extremamente activo. Este champô, de acordo com o referido no rótulo, é formulado com melaço de milho biológico e ajuda a remover o cloro, minerais e outras impurezas que podem tornar o cabelo seco, quebradiço e descolorado. É também ideal para pessoas com o cabelo louro, grisalho ou pintado.
Cada champô é formulado especificamente para cada tipo de cabelo, existe ainda um amaciador correspondente para reforçar o efeito de beleza desejado.


Existem listas de produtos químicos tóxicos a evitar, habitualmente encontrados nos produtos para o cabelo (Aprender a ler rótulos, para não comprar o que não quermos!). No entanto, uma regra simples para quem não está identificado com estas questões é, se não consegue pronunciar o nome do ingrediente e este não lhe soa a familiar, provavelmente é um produto químico sintético.
Os champôs e amaciadores Aubrey Organics são produzidos a partir de ingredientes naturais e veganos e não são testados em animais.


Seja naturalmente bela! (Look beautiful naturally!)



Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2008/11/anatomia-de-um-champ-ii-opo-natural.html

04/11/2008

As primeiras empresas a obterem a certificação natural da NPA.

Para todos os que se interessam pela qualidade dos produtos que utilizam, aqui fica uma nota que demonstra a importância dada na Europa e nos Estados Unidos à certificação dos produtos naturais.
Quando os organismos oficiais não legislam e por isso os cidadãos não conseguem realmente saber o que estão a comprar (voltamos aqui à velha questão do que é realmente natural e biológico), as empresas privadas, através de associações, têm que criar mecanismos para garantir a qualidade dos produtos, e mais, garantir que os produtos são realmente o que afirmam ser.
Essa qualidade é garantida através de certificações atribuídas por organismos idóneos como o Ecocert, o BDIH, e agora no caso dos Estados Unidos, a NPA.

Fonte: traduzido a partir do artigo “NPA announces first companies to gain natural certification” in Cosmeticsdesign.com, 16 de Outubro de 2008.

A Associação de Produtos Naturais (NPA – Natural Products Association) divulga o nome das primeiras empresas a obterem a certificação natural.
Por Guy Montague-Jones

O mercado e os consumidores de PCHC (Produtos Cosméticos e de Higiene Pessoal) nos Estados Unidos têm sido fracamente servidos pelos organismos certificadores, contudo, no último ano um número considerável de organismos privados foram definindo os seus próprios critérios de certificação.
Em Maio a NPA lançou o seu programa de certificação para produtos naturais e agora publica os nomes das primeiras empresas a cumprirem todos os critérios e que obtiveram o direito a utilizar o selo de aprovação da NPA para Produtos Naturais.

Empresas que adoptaram os novos critérios.
A Aubrey Organics, Burt’s Bees e J.R. Watkins cumpriram todas as exigências e em breve vão lançar os seus produtos recentemente certificados de acordo com os novos critérios.
Para obter esta certificação estas empresas tiveram que cumprir estritamente as regras definidas pelo organismo certificador.
De forma notável é exigido que 95% dos ingredientes sejam provenientes de fontes naturais, estando em linha com as normas definidas pelo EcoCert e com o critério proposto para harmonizar as normas europeias de cosméticos naturais.

Proliferação de critérios e controvérsia.
Em contraste com o que está a acontecer na Europa, onde os organismos certificadores estam cada vez mais próximo de harmonizar as suas normas, nos Estados Unidos são criados com regularidade critérios privados, diferentes entre si, o que provoca alguma tensão e desentendimento.
A empresa Dr Bronner’s Magic Soap chegou ao ponto de instaurar um processo legal contra a Organic and Sustainable Industry Standards (OASIS), que representa algumas das algumas das maiores empresas de cosméticos biológicos como a Aveda e a Hain Celestial.
Esta empresa adverte que a OASIS publicita falsamente produtos como sendo biológicos quando na verdade estes contêm ingredientes provenientes de agricultura convencional ou petroquímicos.
Este tipo de conflitos internos só prejudicam a imagem da indústria de cosméticos naturais e biológicos, aos olhos dos consumidores, e pode vir a criar ainda mais confusão quanto ao que genuinamente é um produto natural e biológico.
No inicio do ano, a empresa de estudos de mercado Organic Monitor saudou a criação de novos critérios privados nos Estados Unidos, mas advertiu que a proliferação critérios poderá ser contraproducente se estes se tornarem uma fonte de confusão.

Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2008/11/as-primeiras-empresas-obterem.html

23/09/2008

Algumas questões acerca de metilmercúrio no peixe e marisco.

Bem sei que não é o artigo mais provável de se encontrar num blog sobre produtos naturais mas, na procura por um estilo de vida mais saudável e sustentável, por vezes estamos na fase em que já eliminamos algumas coisas da nossa alimentação (carne por exemplo) estando, por isso, dependentes de outras. É, principalmente, para essas pessoas que este artigo é dirigido.


O que é o metilmercúrio e quais as razões da nossa preocupação?

O metilmercúrio é uma forma de mercúrio que, segundo estudos, pode causar danos a um feto em desenvolvimento ou ao sistema nervoso de crianças pequenas, com efeitos nas funções cognitivas, motoras e sensoriais.
Os riscos dependem da quantidade de peixes e frutos do mar ingeridos e dos níveis de metilmercúrio neles contidos. Quanto maior for a quantidade de metilmercúrio acumulada na corrente sanguínea de uma pessoa maior será o tempo de exposição, e quanto mais jovem for a pessoa mais acentuados podem ser os efeitos.

Se é uma mulher grávida, mulher em idade de engravidar, mãe que está amamentando ou uma criança pequena, saiba que os organismos governamentais Americanos FDA e EPA (respectivamente Food and Drug Administration e Environmental Protection Agency) estão a aconselhar que se evite o consumo de peixes que possam conter elevados níveis de mercúrio.
Como os efeitos de excesso de mercúrio também podem ocorrer em mulheres que não estão em idade de engravidar e em homens, é aconselhado que o consumo de peixe, de espécies que possam conter elevados níveis de mercúrio, seja ocasional.

Como é que o metilmercúrio se acumula no peixe?

Apesar de o mercúrio surgir naturalmente no meio ambiente, a fonte primária do metilmercúrio, encontrado no peixe, é a poluição industrial. Através da chuva, neve, etc., o mercúrio pode-se acumular em ribeiros, rios, lagos e oceanos onde, através da acção de organismos anaeróbicos, é transformado quimicamente em metilmercúrio, o qual pode ser tóxico. Os peixes absorvem o metilmercúrio ao alimentarem-se de organismos aquáticos. Peixes maiores e com uma vida mais longa alimentam-se de outros peixes, ao longo da sua vida, acumulando assim níveis maiores de metilmercúrio. O facto de o peixe ser cozinhado ou exposto ao calor não reduz os níveis de mercúrio.

De acordo com os resultados do estudo Toxicolological Effects of Methylmercury (2000), a National Academy of Sciences afirma:

“Devido aos benefícios devidos ao consumo de peixe, o objectivo a longo prazo necessita de ser a redução das concentrações de mercúrio no peixe, em vez da substituição do peixe, na dieta, por outros alimentos. Entretanto, o melhor método de manter o consumo de peixe e minimizar a exposição ao mercúrio é consumir espécies de peixe que se sabe terem concentrações de metilmercúrio mais baixas.”

Quais as espécies de peixe comercialmente disponíveis no mercado que poderão conter elevados níveis de metilmercúrio?

Peixe-espada, cavala, tubarão e peixe batata-do-alto.

E quanto ao Atum?

O atum enlatado é processado a partir de espécies mais pequenas de atum, assim terá níveis de mercúrio mais baixos do que temos nos bifes/filetes de atum ou no atum “branco” (albacora). Em conformidade, o FDA e EPA aconselham a limitar o consumo de bifes/filetes de atum e de atum “branco” (albacora) a cerca de 175 gramas (1 refeição) por semana.

E quanto a outros peixes?

Pode reduzir a exposição ao mercúrio consumindo variedades de peixes que se sabe terem baixos níveis de mercúrio. Enquanto as pessoas fora dos grupos mais vulneráveis e sensíveis da população podem desfrutar de peixes com baixos níveis de mercúrio mais frequentemente, o FDA e EPA recomendam que, mulheres que estão ou possam ficar grávidas e mães que estão amamentando, limitem o consumo de peixe e marisco a cerca de 350 gramas (2 refeições) por semana, de espécies com baixos níveis de mercúrio.

Quais os peixes que são considerados com um baixo nível de mercúrio?

Na generalidade os peixes pequenos têm níveis de mercúrio mais baixos do que os peixes maiores. Quanto maiores e com mais idade forem os espécimes maior é o potencial para elevados níveis de mercúrio nos seus corpos.
As espécies, comercialmente disponíveis, com baixo nível de mercúrio incluem:

Arenque, arinca/alecrim, bacalhau, camarão, caranguejo, lagosta, lavagante, linguado, ostra, peixe-gato, perca do oceano, salmão de aquacultura, salmão selvagem, sardinha, solha, tilapia, truta de aquacultura, truta-arco-íris e vieira.

Além do peixe, que outros alimentos podem fornecer os óleos essenciais gordos ómega 3 que se encontram em quantidades significativas no peixe?

Como alternativa ao consumo de peixe, as cápsulas de suplementos de óleo de peixe purificado fornecem ácidos gordos ómega 3 com baixos níveis de contaminantes. Ovos enriquecidos com ómega 3 são outra solução, e suplementos de ómega 3 à base de micro-algas são uma alternativa para os vegetarianos.

Para mais informação:

http://en.wikipedia.org/wiki/Methylmercury
http://www.epa.gov/waterscience/fish/files/MMBrochurePOR200603.pdf
http://www.epa.gov/waterscience/fish/advice/
http://www.cfsan.fda.gov/~dms/admehg3.html
http://www.cfsan.fda.gov/seafood1.html
http://www.cfsan.fda.gov/~frf/sea-mehg.html

Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2008/09/algumas-questes-acerca-de-metilmercrio.html

20/09/2008

Como comparar produtos naturais com outros?

Quantas marcas de cosméticos, que se intitulam “naturais”, conhece, mas fica totalmente desapontada assim que lê os seus rótulos?
Confirme, com a ajuda desta tabela, os ingredientes que pode encontrar nos cosméticos realmente naturais (e deve procurar na cosmética biológica e natural) e o que eles substituem quando comparados com a cosmética não natural.

Depois é tudo uma questão de opção!

Natural
Não natural

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Cores
Não são usadas cores sintéticas. Óleos naturais, plantas e extractos fornecem aos produtos a sua côr natural.


Cores
Algumas marcas de cosméticos já não usam cores sintéticas, mas a grande maioria ainda o faz. Cuidado com cores designadas por Cl, D&C e FD&C, que são substâncias desnecessárias e muitas vezes susceptíveis de serem cancerígenas.

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Emolientes
Para se obter uma base natural de absorção suave são empregues ácidos gordos essenciais, aloé vera ou óleos de plantas.

Emolientes
Petróleo refinado e seus derivados são muito utilizados. Petrolato, óleo mineral e parafina são alguns dos que devem ser evitados.
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Emulsionantes
As emulsões - a combinação uniforme de óleos e água - podem ser mantidas naturalmente de várias formas. Uma delas é através da mistura de glicerina vegetal e álcool natural de cereais. Outra, pode ser simples acto de “Agitar bem antes de usar”, os produtos, para que estes se emulsionem, como se vê referido tantas vezes em rótulos de produtos, realmente, naturais.

Emulsionantes
Propileno glicol (PPG), polietileno glicol (PEG) e trietanolamina (TEA) são emulsionantes petroquímicos sintéticos usados para evitar que os produtos se desagreguem.
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Fragrâncias
Os aromas provêm de óleos essenciais empregues como os de camomila, eucalipto, lavanda, gerânio, etc., muitos deles biológicos, pelas suas propriedades reparadoras e fragrâncias impossíveis de sintetizar.

Fragrâncias
Os componentes das fragrâncias não têm de ser descritos nos rótulos de produtos cosméticos. Se vir “fragrância” num rótulo é provável que seja um sintético barato e não um óleo essencial dispendioso e de alta qualidade.
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Agentes de limpeza/produtores de espuma
Só são usados agentes de limpeza naturais e vegetais, como óleo de côco, óleo de milho ou azeite de Castela. Por vezes são combinados com proteína de soja para aumentar as qualidades de amaciamento e espuma.

Agentes de limpeza/produtores de espuma
Detergentes feitos a partir de petroquímicos estão no topo da lista. Como agentes de limpeza podem encontrar facilmente produtos como Lauril Sulfato de Sódio (SLS), Laureth Sulfato de Sódio SLES, Sulfato de Olefina, Dietanolamina (DEA) e Trietanolamina (TEA).
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Amaciadores de cabelo
As proteínas naturais melhoram a textura, força e maneabilidade do cabelo. Encontrará sempre extractos vegetais, como cavalinha e tussilagem ou emolientes como manteiga de karité, glicerina vegetal e óleos essenciais (jojoba, caroço de alperce, etc.), e aminoácidos que contêm compostos de enxofre.

Amaciadores de cabelo
Compostos de amónio quaternário – também utilizados como amaciadores de tecidos – são encontrados em grandes quantidades na maior parte dos amaciadores.
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Produtos para pentear
São utilizadas gomas vegetais como agentes fixadores (goma arábica, goma de tragacanto, etc.), e pantenol (vitamina B-5), um humectante e espessante natural para o cabelo.

Produtos para pentear
As lacas e gel produzidos em massa contêm PVP/VA copolimeros, membranas plásticas que revestem o cabelo e poluem o ambiente.
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Conservantes
Os extractos de sementes de citrinos, vitaminas A, C e E são os conservantes, naturais, normalmente utilizados. Mais, os produtos são feitos em pequenas quantidades para serem “frescos”.

Conservantes
Usualmente encontra até 5 conservantes sintéticos num rótulo. Os mais vulgares são: metil, butil, etil e propil parabeno, imidazolidinil ureia (marca registada Germall) e Hidantoína MDM (formaldaído).
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http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2008/09/como-comparar-produtos-naturais-com.html

05/09/2008

Anatomia de um champô I – O que não queremos!

Encontrei este artigo nos meus arquivos, já tem uns anos mas continua a dar-me que pensar, e não queria deixar de o partilhar com outras pessoas sensibilizadas para estas questões. Acredito que a publicidade ou notícias negativas, nem sempre, são a melhor forma de passar certas informações. Contudo, por vezes, só refletimos sobre determinados assuntos quando somos confrontados com eles desta forma!

Caso a leitura do artigo desperte a sua sensibilidade para procurar produtos mais "verdes" e saudáveis, procurar produtos de cosmética biológica certificada pode ser uma das formas mais simples de garantir que evitamos determinadas substâncias.


Fonte: traduzido e adaptado a partir do artigo “Deadly Shampoos” in Revista The Ecologist de Outubro de 2003.

Champôs mortais. Algumas vez considerou a possibilidade de lavar o seu cabelo com óleo dos travões? Ou que o preço do brilho dos champôs mais populares poderá ser cancro? Por trás do marketing inteligente e dos anuncios agressivos está uma lista de de produtos químicos que estão longe de ser criteriosamente “limpos”.
Por Eugenie Reidy


A Proctor & Gamble (P&G) atribui o sucesso dos seus champôs Herbal Essences ao facto de haver uma procura crescente de produtos que são mais “naturais”. Mas apesar da P&G se gabar que Herbal Essences contém “extractos vegetais e botânicos naturais que chegam até nós em pura água mineral da montanha”, os champôs na realidade contêm ingredientes perigosos baseados em petroquímicos sintéticos.
Dez dos doze ingredientes descritos aqui estão relacionados com pelo menos um dos seguintes problemas: cancro, disturbios endócrinos, problemas do sistema nervoso central, deficiências de nascença, danos em orgãos e tecidos, danos na pele e cabelos e reacções alérgicas. Como os champôs mais populares contêm um ou mais destes ingredientes, não se esqueça de ler o rótulo.

O mercado de cuidados para o cabelo.
O mercado mundial de cuidados para o cabelo está avaliado em 35 biliões de dólares. A P&G produz e comercializa mais de 250 produtos para mais de 5 biliões de consumidores em 130 países em todo o mundo. Em 2002 as suas vendas líquidas eram de 40,2 biliões de dólares; os cuidados de beleza chegavam a 8,08 biliões de dólares.
A gama Herbal Essences situou-se em segundo lugar no “ranking” de vendas de champôs nos Estados Unidos, no ano passado (2002), e em terceiro no Reino Unido. Para ter uma lista de ideias para champôs caseiros veja “Drop-Dead Gorgeous: Protecting Yourself from the Hidden Dangers of Cosmetics” de Kim Erickson (Conteporary Books, 2002).









LAURETH/LAURIL SULFATO DE SÓDIO (SLES/SLS)
Função:

· Tirar a oleosidade natural do cabelo através da corrosão, facilitar a penetração e dispersão do champô. Penetra muito facilmente na pele e permanece nos tecidos (particularmente do cérebro, coração e fígado) por um período de tempo relativamente longo.
Uso:
· Encontrado em cerca de 90% dos champôs comerciais e em muitos outros PCHC, especialmente em dentífricos e cremes para a pele. Os SLS foram proibidos em sais de banho porque têm um efeito adverso na protecção da pele, provocando erupções e infecções. São também encontrados em detergentes indústriais. Em testes efectuados em laboratórios clínicos os SLS são muitas vezes utilizados como irritantes para testarem a eficácia dos agentes curativos.
Efeitos na saúde:
Transportados através da corrente sanguínea, os SLS/SLES vão-se acumulando no coração, fígado, pulmões, cérebro e olhos. São retidos nos tecidos por um período prolongado e podem provocar os seguintes efeitos:
· Cancro – os SLS/SLES reagem com outros produtos químicos formando compostos com grande capacidade de induzir cancro, como as nitrosaminas e o dioxane;
· Disturbios endócrinos (hormonais) – os SLS/SLES podem mimetizar a acção das hormonas e perturbar os mecanismos associados que controlam as funções diárias do nosso corpo. É conhecido por mimetizar a acção do estrogéneo e interferir com o desenvolvimento sexual e o sistema reprodutivo;
· Danos nos olhos – os SLS são rapidamente absorvidos, especialmente para as células dos olhos (a absorção é feita através das raizes dos cabelos e não por contacto directo com os olhos); danifica a sua função e desenvolvimento – particularmente nas crianças;
· Perda de cabelo – os SLS são agentes corrosivos suficientemente agressivos para afectar os folículos capilares;
· Aumento da sensibilidade na pele – os SLS prejudicam a capacidade da pele funcionar como uma barreira contra substâncias nocívas, intensificando as reacções alérgicas;
· Desidratação da pele – os lipidos protectores são retirados, da superfície da pele, pela acção corrosiva dos SLS e a pele torna-se menos capaz de reter a humidade.

COCAMIDE MEA
Função:
· Criar um efeito de espuma que de outra forma seria impossivel de obter.
Efeitos na saúde:
· Causador de cancro em animais de laboratório. Cocamide MEA contém monoetanolamina que reage com SLS/SLES produzindo uma nitrosamina carcinogénica.

DMM HIDANTOINA
Função:
· Anti-bacteriano.
Efeitos na saúde:
· Testes de laboratório indicam ser um causador de cancro do pulmão e de danificar o ADN;
· Contém 17,7% de formaldeído, que é um irritante e carcinogénico causador de reacções tóxicas a cerca de 20% das pessoas que são expostas a este agente químico.

METIL/PROPILPARABENO
Função:

· Os parabenos são petroquímicos usados na maioria dos cosmécticos pela sua propriedade de eliminar bactérias e assim preservarem os produtos.
Efeitos na saúde:
· Disturbios endócrinos – os parabenos podem mimetizar a acção do estrogéneo e interferir com o desenvolvimento sexual e a reprodução;
· É comum o aparecimento de reacções alérgicas.

COCAMIDOPROPIL BETAINE
Função:

· Aumentar a densidade e o efeito de espuma do champô.
Efeitos na saúde:
· Por vezes pode provocar dermatite, desidratação e irritação do couro cabeludo.

(nota: existem vários estudos e artigos contraditórios quanto aos efeitos do cocamidopropil betaine. Mais tarde colocaremos um artigo para tentar clarificar este assunto.)

PERFUME / FRAGRÂNCIA
Função:
· Criar o aroma “botânico natural” que é uma parte muito importante no marketing do Herbal Essences mas que não reflete a realidade dos ingredientes do produto.
Uso:
· No mercado existem cerca de 5.000 fragrâncias, dos quais, cerca de 95% são criadas em laboratório – muitas são derivadas de petróleo. A descrição das fragrâncias utilizadas não estão listadas nos rótulos, por forma a proteger o segredo, dado que as fragrâncias não podem ser patenteadas.
Efeitos na saúde:
· Os produtos derivados de petróleo podem causar cancro, defeitos de formação, alterações do sistema nervoso e reacções alérgicas;
· Os perfumes são a principal causa de reacções alérgicas no uso de cosméticos.

DIAZOLIDINIL UREIA
Função:
· Anti-bacteriano.
Efeitos na saúde:
· Liberta formaldeído (ver DMDM Hidantoína);
· Irritante para os olhos e pele.

ÁCIDO BENZÓICO
Função:
· Conservante e solvente.
Efeitos na saúde:
· Contém aneis benzóicos carcinogénicos e tolueno, que também são conhecidos por serem perturbadores de hormonas e por causar defeitos de formação;
· Irritante do trato respiratório;
· Irritante para os olhos e pele.

CORANTES Cl 17200, Cl 15510, Cl 60730, Cl42053
Função:
· Dar aos champôs a côr dos ingredientes vegetais de que se diz serem derivados.
Uso e efeitos na saúde:
· Estes são apenas quatro entre centenas de corantes petroquímicos sintéticos cuja certificação é desconhecida e controversa. A maioria das cores utilizadas em cosméticos aguardam testes e ainda não foi provada, nem estudada, a segurança na sua utilização.

TETRASÓDIO EDTA
Função:
· Facilita a limpeza ligando-se à sujidade e a resíduos de metais pesados.
Uso:
· Encontra-se em detergentes, sprays químicos para a agricultura e produtos farmacêuticos.
Efeitos na saúde:
· O EDTA não se biodegrada imediatamente, pelo que uma vez introduzido na natureza vai dissolver metais pesados tóxicos e, assim, facilitar a sua entrada na cadeia alimentar. Os metais pesados (existem cerca de 20) são prejudiciais para a saúde humana podendo afectar o comportamento e os sistemas fisiológico e cognitivo;
· Irritante para os olhos e pele.

PROPILENO GLICOL
Função:
· Reter a humidade no champô e conferir-lhe um toque “sedoso”.
Uso:
· Propileno glicol é um petroquímico é o principal produto usado nos fluídos de travões e nos anti-congelantes bem como em produtos de saúde e beleza como nas loções de bébé e rimel.
Efeitos na saúde:

· Apesar da US Food and Drug Administration (FDA) ter classificado o propileno glicol como “genericamente reconhecido como seguro”, este é conhecido como neurotoxina e pode provocar dermatite, alterações no fígado e danos nos rins, em estudos efectuados em animais. Pode também inibir o crescimento das células e provocar irritações na pele.

Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
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05/06/2008

Natural... ou artificial?

Um destes dias dei comigo a pensar "o que é que metilparabeno, propilparabeno, laureth sulfato de sódio, fragrâncias sintéticas, propileno glicol, etc… teriam de natural?!” É que na realidade estes produtos aparecem na composição de muitos produtos de higiene corporal e cosméticos que se dizem naturais. Na minha opinião, isto de natural não tem nada! Por isso quando ouvirem falar de “produtos naturais”… atenção, não acreditem em tudo o que vos dizem...
…pensem nisto:


É fundamental termos noção da gravidade de certos erros que cometemos quotidianamente, de forma inconsciente, em gestos aparentemente tão inofensivos como lavar as mãos, colocar um creme, comer um biscoito. Fazer algo para melhorar, um pouco que seja, a nossa saúde e este mundo onde habitamos, não é assim tão difícil!

Copyright rita c. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2008/05/natural-ou-artificial.html